|
Autor: |Ronan Dannenberg| Jornalista, músico, crítico, pensador e gremista. Planejo, estudo e enrolo. Roupa preta, sorvete, Rock'n'Roll, dinheiro, espelhos, futebol, mulheres, amigos(as), conversa com fundamento, conversa sem fundamento, sexo, Heavy Metal, compras, internet e frio. Nunca estou satisfeito com nada e procuro sempre o melhor. |
Matéria publicada no G1:
A música "heavy metal" é a preferida pelas crianças superdotadas do Reino Unido, que encontram neste som visceral uma forma de catarse, segundo uma enquete feita entre estudantes da Academia Nacional para Jovens de Talento. Grupos de rock pesado como Slayer e Slipknot estão entre os favoritos entre os maiores intelectos do país, que parecem gostar também das letras com mensagens políticas e de forte carga emocional.
Uma pesquisa feita entre estudantes da academia, à qual têm acesso apenas 5% dos jovens com mentes mais brilhantes do país, revela a predileção destes pela "brutalidade visceral" do "heavy metal". Mais de um terço dos entrevistados incluiu o "heavy metal" entre seus estilos favoritos. Os responsáveis pela pesquisa reconheceram sua surpresa ao ver que os estilos menos populares entre os superdotados eram os que tradicionalmente são associados às mentes mais privilegiadas, como jazz e música clássica.
O responsável pela pesquisa, Stuart Cadwallader, da universidade de Warwick, disse que os resultados obtidos mostram que estes jovens encontram no "heavy metal" uma espécie de "catarse", de forma particular os que, apesar da inteligência superior, têm baixa auto-estima. Esse tipo de música agressiva serve também para que canalizem suas frustrações e insatisfação, disse Cadwallader, em conferência realizada na British Psychological Society, na cidade inglesa de York. De acordo com Cadwallader, "as pressões associadas à condição de superdotado talvez possam ser esquecidas, temporariamente, com a ajuda desta música".
Preferi não mexer em nada no texto. Mas cabe um comentário que está no cerne de um possível preconceito e que não é o foco da matéria: pq Heavy Metal entre aspas?
- Estava pensando naquilo que dissestes - disse ela, ao calçar a bota no pé direito.
- E a que conclusão chegastes - respondeu ele, deitado na cama e olhando para o pôster do Highlander colado no teto.
- É necessário uma qualidade para isso.
- E qual?
- Frieza.
- Hm. Acho que tenho isso, também. Mas eu creio que o discernimento é muito mais essencial nessa questão.
- Não adianta saber separar. A prática não funciona se o coração não responder da mesma forma.
- Então queres dizer que nunca mais?
- Acho forçado dizer isso nesse momento. É cedo para tal. E não posso negar do quão bom foi. Mas no momento, somente.
- Não insistirei por conhecer tuas características. Só lamento. E muito. - diz ele, levantando-se e mudando a expressão serena para algo que beirava o estressante.
- Tu és bom nisso. Sabes separar bem. Consegues colocar as coisas nos lugares. És metódico e não funcionas como um liqüidificador.
- É verdade.
- Eu não. Eu misturo tudo. Não tem como não criar um apego muito maior do que uma simples amizade depois de uma relação mais... ahm...
- Quente?
- Não, íntima.
- As amizades, em boa parte, são mais íntimas do que qualquer outro tipo de relacionamento.
- Concordo. Mas minhas amizades não me dão o que eu, agora, posso querer de ti.
- É. E o que tu queres não posso te dar.
- E eu não tenho a frieza suficiente para aceitar como está. - diz ela, dando um beijo e caminhando pela nublada manhã.
Era um cochicho no meu ouvido direito. Um sinal. Uma declaração de que a responsabilidade era grande demais. E que, na verdade, se tratava de empecilhos naturais, de percursos opostos que se encontraram e que não podem continuar juntos.
A física, como ciência, para certos casos, não funciona.
Foto de Jean Barbosa (Agência RBS). Mano Menezes, técnico do Grêmio, respondendo às ofensas de torcedores no jogo entre Caxias e Grêmio, hoje. : )