Autor:

|Ronan Dannenberg|

Jornalista, músico, crítico, pensador e gremista. Planejo, estudo e enrolo. Roupa preta, sorvete, Rock'n'Roll, dinheiro, espelhos, futebol, mulheres, amigos(as), conversa com fundamento, conversa sem fundamento, sexo, Heavy Metal, compras, internet e frio. Nunca estou satisfeito com nada e procuro sempre o melhor.


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Falta de praticidade irrita

Argh!

Eram 3 horas da madrugada de hoje e minha fúria estava à mostra. O motivo? A falta de praticidade.

Eu precisava imprimir até hoje umas dez folhas A4 contendo letras de música. Como não tenho impressora, teria que ir até na lan house do shopping e imprimir isso.

Isso acarretava e ter que acordar, pelo menos, umas duas horas mais cedo para perder tempo com uns 40 minutos de caminhada até o shopping (tempo de ida e volta), mais o tempo que ficaria na lan.

Em pleno século XXI, isso é inaceitável!

A praticidade deveria ser suprema. Uma aliada obrigatória do sedentarismo. Como são os controles remotos. Como são os celulares que nos servem para fazer pedidos telentrega.

"Tu deverias ter uma impressora em casa", diriam os mais espertos. OK, pessoas. Mas aí entraríamos em um outro papo: a falta de grana.

A sorte que nesse mundo contamos com loirinhas lindas, amáveis e queridas que nos quebram galhos, nos ajudando nesses momentos difíceis.

Ai ai...



- Postado por: Ronan Dannenberg às 10h33
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E agora, Dunga?

Seleção é um troço complicado, mesmo. E para essa Copa América, então... Não é de agora que a CBF não tá nem aí para a competição. Enfim, são somente sete títulos brasileiros, contra 14 do Uruguai e outros 14 da Argentina. Isso sem contar que das trocentas Copas América realizadas, somente duas foram sediadas no Brasil.

Bom, mas Seleção é um troço complicado. E se não bastasse o desprezo da CBF pela competição, as estrelas já sentem no direito de pedir para não jogar. A Copa América perde a graça, perde o brilho. Qual a graça da maior competição da América Latina ser desprezada pelo confederação pentacampeã mundial? O argentino Carlitos Tevez disse que quando um jogador hermano é convocado, fica numa alegria, mesmo se já é a milésima convocação. Pega o avião pra ontem. Falta isso no Brasil.

São alguns dos equívocos.

Os outros são do novato Dunga. Nunca tinha sido técnico antes da Seleção. E, para não irmos longe, pegamos o grupo que está na Venezuela. Quem explica Doni? É infindável a lista de goleiros que atuam no Brasil, inclusive na Segunda Divisão. E no Brasil tantos outros poderiam estar lá no lugar dos chamados estrangeiros. Ou vão me dizer que Dodô ou Alexandre Pato são piores do que Vagner Love? Ou de que Diego Souza é pior que Daniel Alves e Léo Moura é pior que Maicon... Enfim.

Não bastasse todos esses equívocos, o novato Dunga ainda teve duas semanas pra treinar e... nada. Nem um esboço de esquema tático.

Mas, enfim, o Brasil é o país do futebol. Talentos não faltam - sobram, até. Pode até ganhar a Copa América. Porém, daquele jeito... aos trancos e barrancos.


Minha amiga Krika Martinez está no México. E de lá relata o que foi a vitória sobre o Brasil.

"Lo que falto fue ganas!"

Táxi no centro de Copilco, bairro superpopuloso da Cidade do México:

- Para donde señorita? - diz o taxista.
- Estação de ônibus de Tasqueñas.

Tasquenha é a grande central de ônibus que interliga a Cidade do México com outras cidades do país.

- Tu não és daqui? Está indo para onde?
- Venho do Brasil. Estou de férias visitando meu irmão que mora aqui. Estou indo visitar uma tia em Cuernavaca.
- Então não vai ver o jogo desta noite. Por que o Brasil vai ganhar fácil do México!
- Se der sorte, posso pegar o final do jogo em Cuernavaca. Vamos ver.
- Os mexicanos estão torcendo muito para que ganhem do Brasil. Faltou vontade contra os Estados Unidos. As esperanças estão em apenas fazer um gol contra o Brasil. Seria muito bom!

Vinte minutos depois chego à estação de ônibus cansada e suada. Faz calor e a cidade esta como sempre: com um trânsito infernal. O jogo já começou e não deu pra passar pela frente de uma TV pra ver como estava o placar.
 
Uma hora e meia depois chego à estação de ônibus de Cuenavaca.

- Para donde señorita? - diz outro taxista.
- Para a igreja de Chalputepec. Sabes como está o placar do jogo?
- A senhorita se importa se eu aumentar o volume do rádio, estava escutando o jogo e baixei porque não queria incomodar a senhorita. O jogo esta 2 a 0.
- Pode aumentar, sim. 2 a 0 para o Brasil?
- Não. O México está ganhando.

Fiquei com cara de peixe morto. O México perdeu recentemente para os Estados Unidos na Copa Ouro. Três dos melhores jogadores resolveram não participar do jogo por que estavam cansados. Não se escutavam boas expectativas para este jogo contra o Brasil

- Y empieza el segundo turno! - diz o locutor.

- Começa agora o segundo tempo? Pensei que já estaria terminando o jogo!
- Não, não.. Começa agora e vamos ver como volta o Brasil. Estava jogando muito mal.
- E o Brasil faz algumas modificações, mas o México vem com o valor e mais força para mostrar que pode ganhar da principal seleção do mundo. - diz o locutor.
- Depois de ter perdido para os EUA a seleção mexicana quer provar para seu povo que tem valor. - diz o o comentarista.

A conversa sobre futebol se desenvolve. Eu claro sem falar muito porque não entendo muito do assunto, mas o taxista animado e feliz faz o seguinte comentário:

- Acho que o que falta nos jogadores brasileiros é a vontade de jogar. Desde Pelé não se vê alguém bom mesmo.

O táxi me deixa na frente da casa da minha tia.
 
- Muchas gracias. Aqui estan sus 20 pesos.
- voce nao é daqui?
- Sou meio brasileira.
- Bom... Boa sorte com o resto do jogo.

Entro correndo na casa da minha tia e ligo a TV. 2 a 0 para o México. Jogadores brasileiros apáticos e faltam 20 minutos para o jogo terminar.

Acaba o jogo. Fogos de artifício. Chove. Crianças brincam na rua e alguém no fundo grita:

- Perdemos dos Estados Unidos, mas ganhamos do melhor time do mundo!!! 



- Postado por: Ronan Dannenberg às 23h30
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Onomatopéias

- Tá vendo o Jô?
- Não.
- Ele acabou de cuspir uma uva.
- Que nojo!
- Deu aquele som... Vlof!
- Blergh!
- Onomatopéias... Soc, tum, pof, crash, splash...
- Boom, bang, paf, tchibum...
- Pow, zaaag, cablam, brrrrum...
- Cabrum, tchhh...
- Blam... Blam é quando o cara cai de paleta no chão.
- Ui. Mas tem ainda plin, tóin, pá...
- Pá?
- É... para palmas.
- Pá para palmas?
- É. Bate a mão.
- Clap clap clap clap... Palmas sempre foi clap.
- Bate uma mão na outra!
- Pá não existe.
- Bate pra ver!
- Clap.
- Que clap o quê!
- Nunca vi pá. Isso nunca foi usado.
- Tapa na cara.
- Paw.
- Pode ser. Paw.
- Pode não... é.
- OK, Sr. Eu Sei Tudo Sobre Onomatopéias.

- Postado por: Ronan Dannenberg às 00h01
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"A jovem sereia Ariel se apaixona por um príncipe humano e, com isso, recorre à uma bruxa para tornar-se uma humana e trocar o mar por seu grande amor." Time

A Pequena Sereia (1989)

Por Krika Martinez

No último filme criado somente com desenho a empresa pesquisou sons e cores mandando seus desenhistas pra debaixo do mar. O resultado: uma lagosta, um peixe palhaço e o imaginário das sereias foram modificados. Na época o filme Splash acabava de ser lançado e as sereias eram loiras, voluptuosas, sensíveis e burrinhas. A Disney bateu de frente e mostrou que poderia criar dois estereótipos na mesma empresa cinematográfica. Ariel cresce no filme. Deixa de ser uma menina para lutar pelo que quer. Sabe pensar, toma decisões, luta pelo que quer. São pequenos detalhes destes personagens que se desenvolvem a um final não tão feliz, mas que agrada. O cinema evoluiu, agora tudo é digital e a cada dia nos adoramos mais e mais o mundo colorido dos, antes chamados, desenhos. Mas o passado neste caso não condena e devemos respeitá-lo. Perfeito para os dias de chuva, com musicas cativantes e onde calipso é um ritmo e não uma histeria nacional!

Para dar pause no filme: Na cena de abertura, quando o Rei Tritão chega à arena, pode-se ver na multidão a presença de Mickey, Pateta e Pato Donald.

Direção: Ron Clements e John Musker
Elenco: Jodi Benson, Daniel Barnes, Samuel E. Wright, Jason Marin, Pat Carroll, Kenneth Mars, Ben Wright
Duração: 83 minutos
Origem: EUA/Dinamarca
Gênero: Animação infantil

Em cartaz: Shrek Terceiro



- Postado por: Ronan Dannenberg às 18h44
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É inegável que a vitória tricolor no Gre-Nal 368 foi uma surpresa. Mas, ao mesmo tempo, mostra que o time, mesmo esgualepado, mantém o brio, a vontade, e concorre por boa posições no Brrasileiro. Um empate seria ótimo para o Grêmio. A vitória foi ainda melhor. Ruim mesmo ficou para o Inter, pois o empate não seria tão desastroso. Mas a derrota traz cobranças. E a vida de Gallo fica mais difícil.

Ambos os times são bons (bons, eu disse). O Inter precisa, ainda, se ajeitar. O Grêmio, pelo menos, recuperou o ânimo. Veremos.



- Postado por: Ronan Dannenberg às 21h43
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A short time ago...

Acordei pelo "pi pi pi" do maldito despertador do celular. Uma merda, mas normal. Mesmo em um domingo, pois logo vou para o trabalho...

São 13 horas e estou indeciso. O que fazer para comer? Final de mês e a grana é curta para se esbaldar em telentregas. Preciso me virar com o que tenho.

Mas que porra! Há exatamente uma semana atrás eu estava em Gramado. Meu "problema" era decidir em qual restaurante ir. Se comeria picanha na pedra ou me afogaria em foundues.

Porra, mesmo! Fazia um frio agradável. De vestir-se bem. De vestirem-se bem. Chocolates quentes, caminhadas, calefação, diversão e um belo visual.

Belo visual... Ir para lugares belos propicia nostalgia quando o que se vê na volta à realidade é... a realidade.

O registro fica. A vontade permanece. Mas o corpo não está lá presente. Ô merda...



- Postado por: Ronan Dannenberg às 12h16
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