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Autor: |Ronan Dannenberg| Jornalista, músico, crítico, pensador e gremista. Planejo, estudo e enrolo. Roupa preta, sorvete, Rock'n'Roll, dinheiro, espelhos, futebol, mulheres, amigos(as), conversa com fundamento, conversa sem fundamento, sexo, Heavy Metal, compras, internet e frio. Nunca estou satisfeito com nada e procuro sempre o melhor. |
A sucursal da Zero Hora/RBS TV em Livramento é ponto para aparecimento de loucos.
O mais engraçado deles entrou, se dirigiu à Laura (vendedora assistente que faz as vezes de secretária) e veio com o seguinte papo:
- Como é que eu resolvo o problema da minha TV?
- Hein? Como assim, senhor?
- Eu comprei uma TV e ela tá com inteferência. Afeta até os meus pulmões e, dessa forma, vou ter restrições na previdência.
- Como?
- É. É uma LG. E dá problema pq eu me chamo Luis Gustavo. Tem algo nuclear que precisa ser resolvido para não dar problema pro meu pai.
No meu cantinho, eu ria.
Foi ontem mesmo que...
Ops! Antes de mais nada, vou situar aqueles que ainda não sabem da novidade nem tão novidade assim. Estou em Santana do Livramento, trabalhando com correspondente da Zero Hora na Fronteira Oeste e Campanha. Saí da banda Blue Drift para poder trabalhar aqui. Ah, e sou pai. Leo Dannenberg tem quase dois meses de muita saúde. Um lindo guri. : )
Bem... Foi ontem mesmo que eu voltava para casa depois de mais um dia de trabalho que vi aquela loirinha caminhando de cabeça baixa, com pressa, do outro lado da Avenida João Goulart. Para minha surpresa, ela cruzou a rua e se dirigiu ao Residencial Santa Helena, minha moradia.
Caminhando na minha frente, ela entrou rapidamente no elevador de serviço. Era o que já estava no térreo e a pressa dela não a deixaria esperar o elevador social. Eu estava logo atrás dela e, pelo menos, sua gentileza venceu a agonia de querer chegar em casa. Entrei e o número 4 já estava pressionado - é, ela mora no mesmo andar.
Foi porta fechar e... o breu. Total. Uma escuridão no elevador. Somente o número 4 brilhava.
- Ai, que escuridão - Disse ela.
- Pois é.
Foram quatro andares bastante longos. A loirinha com medo e eu esperando o número 4 piscar.
Quando ele piscou...
- Tu já abriu a porta? Onde tu tá? Não vou bater em ti? Que eu faço?
- Calma - disse eu exatamente no momento em que acendi a luz do corredor.
Ela me deu tchau e correu para o 401.
É o que dá pegar o de serviço.
Pô... o último post foi em agosto do ano passado... Sinal de que o tempo passa voando.
Estou de volta. Em breve, com novos textículos.
Dã.